terça-feira, 17 de março de 2015

DEIXE...

DEIXE...

Deixe vir cada hora...
E em cada minuto seja atento,
Calmo, bondoso e profícuo.
Deixe o inesperado acontecer,
Aceitando as transformações
Dando boas-vindas às mudanças,
Fluindo com o rio da vida,
Aceitando o inevitável,
Sentindo o frescor da brisa, o perfume da flor...
Ouvindo os pássaros que te saúdam
Nos seus cantos de inopino.
Deixe que a cotidiana cantiga
entoada nos ritmos frenéticos do mundo
Siga seu fluxo e seus objetivos.
E não ligue a mínima para o que te vem de fora.
Para que ansiar em ir embora?
Que nada que de ti venha, também te abale.
Porque a impassibilidade e a quietude,
São privilégios dos fortes,
Que um dia treinaram até a maestria.
Deixe o sol da manhã de agasalhar o coração,
Permitindo que ele te ilumine também.
Pise descalço no chão, sorria mais, todos os dias!
Mas faça algo diferente hoje, procurando você mesmo criar oportunidades para si.
Jamais se permita controles automáticos de hábitos.
Experimente, deixe um pouco de lado tantos pensamentos...
E se concentre, se centre, deixe sua Alma sentir!
Porque a percepção se dilata quando atento estais,
Sem perder jamais teu agora.
Quando te permites esvaziar-te de toda pré-ocupação
E vives intensamente cada momento
E não te situas mais no que passou,
E muito menos no que virá a ser,
(Porque os caminhos do amanhã são incertos)
Tu vives em sincronia com a Vida!
E tudo pode acontecer!
Mas podes desfrutar, trabalhar, sonhar, planejar, amar... Fazer, mas viver sempre no agora.
Caminhe um pouco mais leve,
Sabendo que a única bagagem que deves portar
No caminho interior do autoconhecimento,
Portanto nos rumos de Deus,
É o amor e tua prontidão para servir,
O que te dará felicidade!
Deixando-se fluir no eterno devir,
E te preparando para alcançar os céus.
Deixe teus ouvidos abertos à melodia do silêncio...
Deixe-se permitir que a Voz de Deus por tua consciência
Tenha lugar todas as horas,
Quando sorris ou quando choras...


Ivanildo Falcão da Gama


Autor do livro: SER  LUZ

SOLITUDE - SOLIDÃO...

SOLITUDE – SOLIDÃO...



Qual a diferença entre se encontrar só, solitude e solidão? E será que nos encontramos realmente sós, quando assim pensamos e sentimos a dor da solidão?

Consideremos três aspectos da solidão:


1º - A solidão sofrida, que nos arrasta às dores da alma, que nos implora estarmos em convivência com alguém, que, do fundo de nosso ser nos solicita a interação com outras pessoas e que nos faz sentir desamparados pela ilha que nos tornamos ou estamos passando.

2º - A solidão altamente benéfica, cultivada, construtiva, ressignificativa - de efeitos altamente positivos para a nossa psiqué - onde assim podemos nos presentear com um merecido tempo só para nós. Um tempo onde podemos fazer e ter o prazer em atividades por mais simples que sejam; nos acalmar, descansar, ler, refletir, nos redirecionar, nos reposicionar perante nós mesmos, onde assim podemos nos entender melhor; onde pelo fato de estarmos fisicamente sós temos a chance de poder mergulhar mais fundo em nós mesmos, nos redescobrir e assim encontrar soluções, satisfação – e a felicidade – de podermos crescer, nos lapidar, quando por um tempo imprescindível podemos nos examinar, nos endireitar perante nossa consciência.

3º - A solidão meditativa. O estar só sem contudo nos sentirmos sozinhos. A solidão que, partindo do espaço que se abre ao nosso autoconhecimento nos permite conviver com a essência divina e humana do que somos, a solidão assim que nos faz caminhar mais perto de Deus, quando, em recolhimento, nos entregamos à prática do estudo, da oração, da reflexão, do estar em paz na profundidade de nosso silencio.


A solidão sofrida que nos empurra ao sofrimento, na realidade representa o profundo anseio de nossa alma por sairmos um pouco do ensimesmamento e nos convida a expandir e abrir as comportas de nosso pequeno ego que de nós exige sempre a convivência.

Na solidão sofrida precisamos olhar para dentro de nós mesmos e indagar o que está impedindo de nos relacionar: Preocupações? Dependência? Orgulho? Vaidade? Inveja? Excesso de auto-importancia? Autocomiseração? Medo de tentar? Falta da riqueza libertadora do perdão? Desmerecimento? “Falta de tempo?” Idéias fixas como preconceitos? Nos considerarmos superiores ou inferiores a alguém? Carência de autoconfiança? O que será, precisamos com honestidade conosco mesmos – e isto é importantíssimo na vida -  nos perguntar. Seja com um amigo (a), seja com nossos entes queridos, seja com alguém que conhecemos ou que podemos vir a conhecer.

Qual será assim a atitude que me está impedindo de ligar para alguém, de dizer “Eu te amo!”, passar um email, convidar alguém, ir ao encontro das pessoas, freqüentar uma academia, um curso, uma palestra, um evento, uma atividade caridosa, ir a uma festa ou seresta, seja mesmo que apenas dar uma volta pela cidade para que possamos ver nossos semelhantes? Ou conversar com o vendedor de picolé? O que me impede? Será que posso perder alguma coisa com isso?

Mas e se for a autocomiseração?: Estou eu assumindo o papel de vítima das situações ou dos acontecimentos, do que me fizeram, da sensação de impotência perante minha interação com as pessoas que julgo e classifico, que as vejo com lentes de meus exigentes critérios? Preciso encontrar as pessoas perfeitas ou carregadas de virtudes e mínimos defeitos, sendo que eu mesmo ainda não alcancei esse patamar?

Veja esta frase do Jean Paul Sartre: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com o que fizeram com você.” E você sempre pode fazer o melhor para alcançar a nobreza da auto-superação e enriquecer seus créditos consigo mesmo e com a Vida.  Pois dia virá em que irás colher tudo o que plantastes aqui. E nesse dia verás que “tudo o que fizestes aos outros, na realidade é a você mesmo que fizestes.”

A solidão sofrida pode nos trazer desalento ou depressão, quando nos deixamos sucumbir pelo desânimo e assim, temporariamente, nos sentir abandonados à nossa própria sorte. Porque alguém me deixou. Meu casamento acabou. Meus planos foram por água abaixo. Porque alguém me magoou e porque não consegui perdoar e me autoperdoar. Porque estou profundamente chocado e perdido, quando alguém que me foi tão caro passou para o outro lado da vida. Cumpriu a sua missão e Deus o chamou. Pela saudade que essa “perda” representa. Na realidade essa “perda” nos faz sentir uma dor imensurável, uma solidão infinita que não se pode compartilhar. Que só nós sabemos o que estamos sentindo. Mas que no fundo sabemos que estamos chorando mais por nós mesmos, pelo apego que tivemos, quiçá por aquilo que fizemos ou não fizemos, pela sensação de estarmos completamente sós em nossa lancinante dor. E assim, mesmo sabendo que o tempo cura nossas mazelas, não percebemos sequer o tempo passar... Parece-nos que tudo estacionou. E que um grande vazio veio e ficou.

O que fazer para acabar ou então minorar esse sentimento sofrido onde nos imergimos na fragilidade de nossos sentimentos que clamam por compartilhar com alguém, com Deus, com nossos orientadores e protetores da espiritualidade, que, sabemos, também como nosso Pai-Mãe celestial, nunca nos abandonam?

Há algum caminho e rota infalível para sairmos dessa baixa de auto-estima que nos assola as fímbrias de nosso coração? E até quando permitiremos que a solidão a dois, a três, a mil... possa continuar nos ferindo o coração? Com certeza não é isto que queremos para nossa vida! É importante entrarmos em contato com nossa solidão. Com nossa mágoa ou nossa tristeza. Permitir que venham, que olhemos para ela, que possamos saber como suprimi-la, administrá-la ou conviver com ela.

Como fazer para alquimizar em nós a solidão sofrida na mais profícua solidão elevada, trabalhada, consoladora, meditativa, portanto em solitude?

Não, não há receitas fixas, infalíveis, não há conduta uniforme para todos. Esse caminho não lhe podemos apontar. Compete a você o encontrar. Mas sabemos que o nosso aconchego em um ombro amigo e no sorriso que podemos compartilhar, ou nas pessoas que podemos ajudar, e no comportamento solidário, quando nosso chamado interno nos pede para estar mais perto de Deus e mais perto de quem amamos, representam o maior lenitivo para nossa alma sedenta de amparo, ansiosa por alegria, desejosa de realizações. E que nos dá um pouco mais de felicidade e nos reconduz ao sentido maior da vida. O sentido da vida que é a própria vida e sua dinâmica sábia e surpreendedoramente nova e rica em possibilidades. Quando o tempo, o inesperado, as surpresas, o devir e as novas configurações da realidade sempre mutante nos oferecem outras esperanças, panoramas e recursos, diferentes ferramentas para utilizar, para trabalhar e seguir mais reconfortados no caminhar de nossa missão na vida.

Mas, fundamentalmente, necessário é nos esforçar para abrir os olhos, abrir nosso coração e mente para além de nossos pré-conceitos e cristalizações. Para além das classificações com que olhamos as pessoas. Nos abrir para o sempre novo. Para a Fé. Porque a vida é sempre nova e as oportunidades estão aí. E que assim, renovados em nossos pensamentos e sentimentos podemos viver com maior intensidade dentro do poderoso portal que a sabedoria e o amor de Deus têm para nós reservado como acesso de entrada para o maior paraíso e realização humana: O portal da vivencia intensa e milimétrica do dia de hoje, o viver absolutamente dentro do Aqui e do Agora.

Na solidão benéfica e na solidão meditativa se configura o que se chama de solitude, ou seja, aquele espaço e aquele tempo em que a solidão é tão necessária a nós como o oxigênio que precisamos para viver.

Teorizar sobre a solidão humana pode ser fácil. Senti-la e vivenciá-la como a podemos transformar em um tempo útil, amoroso e benéfico para nós mesmos requer de nós coragem, a força de alma e a conscientização de que, em nada sendo ou acontecendo por mero acaso,  está a vida nos oferecendo ricas chances!  Para nos preparar para a alegria genuína de nos sabermos prenhes de mil oportunidades de progresso e auto-superação. Mas que somente a nós cabe mudar o rumo de nosso destino. E que o caminho mais profícuo em nosso bom combate se encontra como inestimável tesouro exatamente dentro de nós mesmos.

É quando a solitude benéfica nos conduz à solidão meditativa.  Quando percebemos em nós a necessidade de nos conhecer melhor. Quando assim, pelos caminhos e peculiares meandros da meditação passamos, agora mais do que em nossas prévias convicções, a descobrir horizontes e possibilidades nunca antes imaginadas dentro de nosso ser. Nosso ser que precisa ser trabalhado em todos os níveis: físico, emocional, mental e espiritual. E cujas diretrizes as vamos encontrando quando mergulhamos para além de nossos pensamentos, sentimentos e práticas espirituais isentas de qualquer limitação religiosa ou dogmática.

O primeiro passo para alcançarmos, pois, níveis de consciência superiores das nossas próprias dimensões de realidade, é relaxarmos. Encontrarmos a paz que existe quando podemos acalmar nossos pensamentos e emoções. Segue agora, irmão, irmã, uma sugestão para a solitude de um relax-meditativo.

Vá a um canto tranqüilo, sente-se ou deite-se, feche os olhos e procure olhar para o seu corpo. Faça três inspirações profundas. Segure um pouco. Expire deliciosamente. Vá paulatinamente relaxando cada parte dele. Relaxe seus pés. Relaxe suas pernas. Relaxe sua pélvis. Relaxe seu estômago. Relaxe suas costas (Você pode imaginar suas vértebras espalhando-se gostosamente) Relaxe sua nuca, seu pescoço. Relaxe seus lábios. Relaxe os músculos de sua face, como um sorriso. Relaxe sua cabeça, seus olhos, seu couro cabeludo. Olhe para seu corpo: Relaxe seus músculos e onde perceber qualquer área sob tensão.

Você, ao sentir o seu corpo e tomar consciência dele, estará presentificando-se e tomando mais consciência de seu corpo físico que é a base da pirâmide que sustenta todo o seu ser emocional, mental e espiritual. Neste ponto de seu relax, pense e sinta algo positivo, elevado: Em Deus. No Amor. Na paz. Na harmonia... E ao sentir essas vibrações, emane essa paz, esse amor, para todo o seu ambiente e para as pessoas em seu redor ou que fazem parte de sua vida e que nesse momento freqüentam seus pensamentos.

Agora, comece a observar seus sentimentos. Transmute-os para energias positivas. Mas aceite e assuma o que vier, sejam positivos ou negativos. Reflita, trabalhe-os.

Observe agora os seus pensamentos. Você não é os seus pensamentos. Deixe-os passar por sua mente como passam as nuvens. Apenas os observe chegar e ir-se embora. Aqui você os pode mudá-los. Para outros melhores. Para o que for mais edificante para você e sua vida. Os pensamentos podem se estender através de associações com o que lhe é familiar e conhecido. Mas, concentre-se em sua respiração. Apenas na sua inspiração e expiração. Sinta-se completamente. Sinta o pulsar de seu coração, de suas veias. Quanto aos pensamentos, apenas os testemunhe sem identificar-se com eles. Imagine uma tela em branco. Inspire e expire profundamente. Reabra seus olhos, e, lentamente, retome a posse ativa de seu corpo, de suas emoções e pensamentos para a prática de suas ações.

Veja como o novo sempre está a aparecer no devir do rio de sua vida. E você pode e deve implantar no seu dia um momento para si mesmo. O momento de sua sagrada solitude. O momento do relax. Ou se for necessário, o momento de alguns relaxs por dia. A determinação de autoconhecer-se e elevar-se para além do tumulto do mundo, para além de tensões e preocupações do dia a dia. Nesses momentos, é você consigo mesmo. É um tempo seu.

É um começo, e é sempre um recomeço. É a solidão meditativa que lhe trará com o desenvolver de sua prática novos conhecimentos, novo frescor e uma nova dimensão para o seu viver, para o exercício de suas funções e atividades cotidianas dentro da paz que vai se instalando em você. Quando assim irás perceber que todo o seu fazer cotidiano se apresenta tal qual uma meditação.

E nesse estado de solidão- meditativa, irás percebendo a tua ligação e unicidade com o mundo e os seres que participam de tua vida. Conhecer-te-ás melhor. Sentir-te-ás mais integrado e feliz. E com o tempo, reconhecer-te-ás refletido, como um espelho, em todas as pessoas. E passarás a senti-las em ti. Como parte de ti.

 Irradie pensamentos carinhosos para todos aqueles que vêem freqüentar teu pensamento. E nesse estado elevado, nesta tão benfazeja solitude verás que não estais realmente só. Que nunca tivestes mesmo só. Que teus pensamentos, sentimentos e ações, por mínimas que sejam refletem no todo e que vão e vêm no Universo que te dá o feedback de energias de auto-aperfeiçoamento.

E que assim terás a necessidade de cultivar tua solidão. De transformá-la de solidão sofrida para a solidão benéfica. E que, ao utilizares mais tempo para ti, podes te encaminhar para a solidão que agora é solitude. E que de outra forma irás encontrar agora as pessoas, no momento certo, no momento que escolheres, quando é fundamental que possas criar, você mesmo, oportunidades para ti. Para entreteceres a interação e a irmandade no fraternal relacionar com as pessoas e o mundo.

Quando assim, pelo autoconhecer-se e pela diversificação de teus hábitos e tuas ações, determinando-te a encetar a prestação de serviços com amor discernido e desinteressado para todos, para a glória da vida e de teu crescimento pessoal, daqui em diante não te sentirás mais só. E perceberás, maravilhado (a), que o imperativo de suas atividades em solitude te recompensará com a felicidade do encontro com teu Eu Sublime, Eterno e Verdadeiro e na descoberta então de mil possibilidades jamais sonhadas da tua dimensão superior enquanto Ser, reconduzindo-te e trazendo-te a bem-aventurança de encontrar e reencontrar com todos e com Deus. Deus que habita dentro e fora de você e que te faz – e que te irás reconhecer – co-criador da própria realidade da vida e do cosmos, quando, na solidão meditativa sentir-te-á Feliz. Na felicidade da solidão-toda-acompanhada, não mais sofrida, porém sadiamente compartilhada com todos aqueles que de ti se acercam, e que de ti aguardam teu sorriso de empatia e simpatia, na sintonia alegre com eles e na vivência da solitude sincrônica dentro da solidão bela e infinita de quem se vê Um com tudo e com todos os seres.

E assim, querido (a), imerso e atuante no amor pelos teus. Sempre em espírito de colaboração. Por tua família. Pela família humana sem limitações. Pelo ser em cada pessoa. Pelo percebimento delas em ti. Na solidão, que, quando sofrida e sentida, podes transmudar em jóias de autoconhecimento, portanto em ricas oportunidades de te encontrares feliz e pleno contigo mesmo, com o teu próximo e com Deus.


Ivanildo Falcão da Gama

Autor do livro: “SER LUZ!”



Para refletirmos...:


O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direção.
Antoine de Saint-Exupéry – escritor, ilustrador e piloto francês.

O amor é um sentimento tão delicioso porque o interesse de quem ama se confunde com o do amado.
Stendhal – escritor francês.

Ser profundamente amado por alguém dá força. Amar profundamente alguém da coragem.
Lao-Tsé – filósofo chinês.

Amar não e aceitar tudo. Aliás, onde tudo é aceito, desconfio que há falta de amor.
Vladimir Maiakovski – poeta russo.

Amor é a descoberta de nós mesmos nos outros e a alegria desse reconhecimento.
Alexander Smith – poeta escocês

Parece-me fácil viver sem ódio, coisa que nunca senti, mas viver sem amor acho impossível.
Jorge Luis Borges – escritor, tradutor e crítico argentino.

Amigos são anjos que nos deixam em pé quando nossas asas têm problemas em se lembrar como voar.
Silene B. Clyub

Se formos capazes de dar felicidade a uma alma mesmo que por um minuto, isso torna a nossa vida abençoada.
Amma
Aceite as adversidades com amor e nunca encontrará o sofrimento.
Amma

O caminho da separatividade, cega a unidade essencial de toda a existência, é um caminho de conflito e lutas.
Trigueirinho


Mesmo depois do leite derramado é importante pensar que a vida continua e a vaca não morreu.                                                                                                                     Eno T. Wanke

NESTA SOLIDÃO... INFINITA

NESTA SOLIDÃO... Infinita!


Nesta solidão infinita...
Tudo me fala de Você: a relva, as nuvens, os por-de-sóis,
Os travesseiros (ah, os travesseiros...) os lençóis.
Tudo me lembra Você,
Tudo está em Ti Senhor:
Minha saudade da companheira,
Minha saudade de um futuro radiante,
Minha estrela iluminada por Ti, meu – nosso Criador,
Meu sorriso, minhas lágrimas... Minha alegria, minha dor!
Até as paredes de meu lar universal,
De meu lar terreno,
Tudo me fala de Você,
E nesta solidão infinita
Só Tu, meu Deus
Pode plenamente me preencher
Para além da dor e do prazer
Para além dos encontros e desencontros
Contidos na minha vida,
De tropeços
Mas também de tantos acertos!

Nesta solidão infinita contemplo a Ti no Vazio Oceânico,
Na supraconsciencia que me permites
Ver o invisível, sonhar o sonho impossível,
E me dás as asas, meu Deus,
Onde no Amor e Sabedoria,
Por Teu poder em Mim,
Posso voltar a sorrir de felicidade,
De Felicidade perene, eterna!
Posso enfim
Dizer o Sim... O sim para a Vida abundante
O sim para a flor,
O sim para a dor suportada com alegria,
O sim para a suprema alforria, a verdadeira Liberdade
Que Tu me concedes,
Através da pedra fundamental da construção do meu Ser,
Os alicerces que me destes,
O Amor, o Amor, ah, o Amor
Que desejo, que apenas quero
Ter e desenvolver mais amor,
Amor pelo próprio amor,
Amor que não mais se rima com dor
Porque para além da vida e da morte,
Tu és a verdadeira Sorte,
Tu és nosso Salvador,
Nosso oniamoroso Criador,
Nossa Fonte inesgotável,
Que a tudo preenche, que me preenches,
Quando sinto a solidão dorida.
Mas é no silencio, meu Pai,
Na solidão cultivada do quarto
Que a Ti contemplo contemplando tudo:
O meu nada no Teu tudo,
Porque o maior desejo de minha alma,
É ver-te na sagrada calma
De uma plácida lagoa azul...
No meu norte, no meu sul
Nos pontos cardeais da Existência,
Quando me permites ter a consciência
De oniabarcar Tua Criação.
E por transdimensões ver o lado incrível da Vida,
Vida-Verdade, Vida-Infinita
Sem mais a dor, a ferida
Nesta minha vida querida.
Porque Tu meu Deus
Bem como a todos os filhos Seus,
Faz-nos simplesmente saber
Que és o Maior Solitário,
Nesta solidão infinita, mas que Tu e Eu,
Sentimos a solidão toda acompanhada,
A Solidão não solitária
De, como Tu, como Teu Herdeiro
Fazendo-me UM Contigo,
Agora e para sempre sinto, amo e digo:
Que nesta solidão infinita,
Posso Te sentir na lide e no silencio, na aspiração bendita,
E assim Te ver nos tudos.
Na solidão que ultrapassa todos os humanos muros,
Sabendo-me não mais só
Sabendo que em verdade nunca estive só.
Orquestrando minha sina em Ti em sintonia e sincronia com a música celestial... Das esferas de Luz.
Nesta solidão infinita-bendita,
Que me fazes ver e saber
Espelhado em todos os seres!
Porque Senhor,
Tu alivias minha dor,
Tu secas as minhas lágrimas
Tu me endereças o paraíso,
Tu me forneces o primordial sorriso,
Tu me dás todo o sustento, tudo o que preciso a tempo e hora,
Tu me falas de Ti, no centro do coração de minha alma,
Tu me rodeias, movo-me em Ti, sou em ti, sonho em Ti, vivo por Ti
Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus!!!


Ivanildo Falcão da Gama





QUEM É VOCÊ SEM SUAS MEMÓRIAS E SUAS HISTÓRIAS?

  

Vamos aprofundar nestas perguntas de Tony Parsons. Alguns me pediram para comentar este card, então vamos lá...

Vamos imaginar que neste instante esquecemos nossos nomes, nossa profissão, nosso passado, família, país, cultura, esquecemos onde estamos, onde moramos, esquecemos de todos os conhecidos, tudo tudo tudo...
Somos uma folha de papel em branco... completamente em branco, sem qualquer referência de nada nem de ninguém...

Perdemos nosso passado, todas as nossa memórias, todos os casos, todas as cenas, tudo o que já vivemos, e todas as pessoas que já conhecemos...
Nenhuma escola, nenhuma casa, nenhuma propriedade, nenhum sonho, nenhum projeto, nada nada nada...

Se fizermos esta experiência veremos que não temos mais nenhum ponto em que nos basear. Não temos nome, não temos profissão, não temos nem mesmo uma nacionalidade que nos dê alguma referência...

Mesmo sem nada, nada mesmo, ainda existimos! Ainda somos!
Existe 'algo' que não depende de nenhum nome, de nenhum conceito, de nenhuma definição, que permanece...este algo que é mais uma dimensão nos dá a certeza absoluta que existimos!
Eu existo!
Posso não saber que sou, onde estou, para onde vou, o que estou fazendo aqui, nem de onde vim, mas tenho em mim a certeza que existo!
Isso é fato! Isso é real!
Mesmo que diga, 'eu não existo!' ou ' eu não sou nada!', pergunto: quem está dizendo isso? Como ninguém, nada, podem afirmar alguma coisa? 

Os mestres usam este paradoxo para nos apontar a existência de 'algo' por trás de toda experiência, por trás de todo conceito, existe sempre 'algo' que é permanentemente presente, é algo que observa tudo acontecer... algo que precisa existir e permanecer apesar de todos os eventos que estão constantemente mudando...

Este algo é indefinível. Impossível de se descrever, somente quando experimentamos, isto é, somente quando abandonamos todas as identificações passageiras, os conceitos, as memórias e histórias, percebemos que 'algo' permanece, sem nome, sem história, sem nada, mas temos a certeza apenas que existimos! 

Isso é tudo!

Neste existir está a chave de tudo o que os mestres nos apontam. A essa consciência de que existimos deram o nome de Ser, por trás de toda experiência, é a presença por trás de tudo o que acontece.

Quando investigamos conscientemente, vemos que esta certeza existe, pode não ser uma 'coisa', porém é uma presença... 

Mesmo aqueles que me escreveram dizendo-se 'nada', dizendo-se 'ninguém', ainda assim estão presos aos conceitos de 'nada' e de 'ninguém'...

Esta pergunta de Tony é a pergunta que aponta para o Ser... para a essência que está além das aparências, além dos conceitos, e a resposta é uma não-resposta, já que é mais uma experiência, vivenciada no silencio, vivenciada no amor essencial. 

Quando nada somos é que tudo somos...
Quando perco todas as referências, nenhuma referência mais me cabe...

A meditação é a porta... Mergulhar no silencio profundo do coração e abandonar todas as histórias, memórias, problemas, passado, futuro, nomes, formas, pessoas, tempo... tudo...
Neste silencio, facilmente, esta verdade nos é revelada, ela vêm a nós. 
Doce, simples, e sem nenhuma resposta, somos acolhidos, somos descobertos, e nesta descoberta descobre-se a tudo e todos sem nada dizer...

Quem é você sem suas memórias e sem suas histórias? ;)
Experimente!!!

Namastê


Amidha Prem   -   Extraído do site: Ventos de Paz

RECEITA PARA TODOS OS MALES

RECEITA PARA TODOS OS MALES


Discutir não alimenta.
Reclamar não resolve.
Revolta não auxilia.
Desespero não ilumina.
Tristeza não leva a nada.
Lágrima não substitui suor.
Irritação intoxica.
Deserção agrava.
Calúnia responde sempre com o pior.
Para todos os males, só existe um medicamento de eficiência comprovada.
Continuar na paz, compreendendo, ajudando, aguardando o concurso sábio do Tempo, na certeza de que o que não for bom para os outros não será bom para nós.

Chico Xavier



SÓ O AMOR POSTO EM AÇÃO EM SUAS MÚLTIPLAS FORMAS, SALVA, CURA, RESOLVE, MUDA, ELEVA, COMPARTILHA O MELHOR VIBRACIONALMENTE, E É A COMPROVADA-MENTE A MAIOR FORÇA DO UNIVERSO. POR AMOR, PELO AMOR, COM AMOR EM TUDO E PÔR TUDO A CADA INSTANTE, NOS UNIMOS A DEUS E FINALMENTE NOS AUTOCONHECEREMOS...


VANDO.

AMANHÃ A FESTA!

AMANHÃ, A FESTA !



Amanhã será o Dia da Festa.
Amanhã só a alegria autêntica reinará em todos os continentes e corações.
A confraternização Universal e total de todos os povos da Terra.
A maior Convergência Harmônica de que já se terá notícia.
A maior demonstração de humanidade, de Paz, de Fraternidade do Mundo.
A maior efusão planetária de Amor – por tudo e por todos.
Está combinado:
Amanhã será como se todos nós nos conhecêssemos há milênios.
Não haverá mais ninguém estranho para ninguém.
O pobre e o rico serão como um só.
A abastança, os comes e bebes serão fartos.
A compreensão, a simpatia, o correto relacionamento entre todos nós nos fará, finalmente ver e viver, que somos todos irmãos.

Pela manhã, quando todos levantarem, cada um plantará pelo menos uma árvore,
Cuidará do jardim e brincará com o máximo de crianças que puder.
Pela manhã haverá uma saudação ao Sol, uma veneração à Mãe Terra.
Votos de toda a coletividade humana de que ora em diante, reconstruiremos o Planeta. Indústrias não mais poluirão rios, matas, cascatas, oceanos.

Cada mãe será a mãe de todos.
Cada pai será o pai de todos.
Cada irmão abraçará bem forte e sinceramente, cada irmão.
Cada empresário se comprometerá em auxiliar três famílias carentes.
Cada produtor se comprometerá para a “Fome zero” no planeta.
Cada megamilionário instalará pequenos centros rurais dotados de toda a infraestrutura, como trabalho, moradias, educação genuína-holística e lazer,
desafogando os congestionados grandes centros urbanos.

Cada preso será levado para um recreiamento próprio, fraternal. E aqueles melhores, contribuirão com o trabalho para a prática da Paz Mundial.

Cada um será UM com todos. Teremos em consciência UM SÓ DEUS amoroso para todos, independente de raça, credo, religiões.
Amanhã, cada individualidade será plenamente respeitada.

Amanhã o planeta inteiro estará em festa. As fronteiras serão abertas. Só a convivência harmônica e toda saudável, prevalecerá, só por amanhã.
Amanhã o egoísmo será totalmente substituído pelo amor-doação.
Amanhã todos os terráqueos se encontrarão e se reconhecerão como a Grande Família Planetária.

E depois de amanhã, finalmente, entrará o Planeta Azul, na vivência simultânea da terceira, da quarta e da quinta dimensão. Então todos ouvirão e sentirão, DEUS.


Ivanildo Falcão da Gama (Vando) – Caldas Novas (GO)





NEM A TRISTEZA, NEM A DESILUSÃO...


Nem a tristeza, nem a desilusão,
Nem a incerteza, nem a solidão,
NADA ME IMPEDIRÁ DE SORRIR.
Nem o medo, nem a depressão,
Por mais que sofra meu coração,
NADA ME IMPEDIRÁ DE SONHAR.

Nem o desespero, nem a descrença,
Muito menos o ódio ou alguma ofensa,
NADA ME IMPEDIRÁ DE VIVER.
Em meio às trevas, entre os espinhos,
Nas tempestades e nos descaminhos,
NADA ME IMPEDIRÁ DE CRER EM DEUS.

Mesmo errando e aprendendo,
Tudo me será favorável,
Para que eu possa sempre evoluir
Preservar, servir, cantar,
Agradecer, perdoar, recomeçar...
Quero viver o dia de hoje
Como se fosse o mais importante.

Quero viver o momento de agora
Como se ainda fosse cedo,
Como se nunca fosse tarde.
Quero manter o otimismo,
Conservar o equilíbrio,
Fortalecer minha esperança,
Recompor minhas energias,
Para prosperar em minha missão
E viver alegre todos os dias.
Quero caminhar na certeza de chegar,
Quero lutar na certeza de vencer,
Quero buscar na certeza de alcançar,
Quero saber esperar,
Para poder realizar os ideais de meu ser.
Enfim, quero dar o máximo de mim,
Para viver intensamente e maravilhosamente
Todos os dias de minha vida.




Autor Desconhecido